sexta-feira, 7 de junho de 2013

Questionário sobre Mobilidade Urbana em Curitiba

Hola, queridos leitores!

Os convido a participar de um estudo sobre mobilidade urbana em Curitiba respondendo o questionário a seguir:

https://docs.google.com/forms/d/1iwjAtyb-22kRtKfktLhTlJW-Jr5dnCbyTjpaIe1eS-Y/viewform

Agradeço desde já a participação de todos!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

11/05/2013 - CALDERS - MONISTROL DE CALDERS - MURA - SANT ANDREU DE LA BARCA - CCGràcia



Depois de um mês em Estocolmo, a excitação e vontade de escalar uma boa montanha com os grandes irmãos do CCGràcia, treinar em tandem com a ONCE e girar no Velódromo Olímpico com o Genesis era grande.

Enfim, depois de uma semana rodando no conhecido terreno da Serra de Collserola, e de relembrar que tenho o privilégio de chamar de casa a cidade com a melhor qualidade de vida da Europa, chega o fim de semana e uma etapa preparada a dedo pelo motor incansável do Grupo A: o forte, o incansável, o maníaco dos pedais, a força e motivação interminável, Emilio Domenech (que infelizmente não pode vir devido a uma lesão de ligamentos que o deixou de molho até segundo aviso).

A rota de ascensão praticamente interminável passava não menos pelos parques naturais de Collserola,  Cingles de Berti, El Moianès e Sant Llorenç del Munt i l'Obac.

http://tracks4bikers.com/tracks/show/121304

Ao todo foram cerca de 170 km e 2700 m de ascensão acumulada a uma média de 27 km/h.

Apesar de baixas significativas por causa da regionalmente importante "Marcha Cicloturística" de Remences (o CCGràcia foi o segundo clube com o maior número de participantes), fomos poucos, mas bons no grupo A.

http://app.strava.com/activities/53599304

Como a etapa prometia dureza do começo ao fim, tudo começou com o estudo detalhado das principais subidas, carregando a rota no Garmin, jantando um belo prato de massa com almôndegas na sexta a noite e deixando o café já moído para a Gaggia. Como a saída oficial era as 07h nos Jardinets de Gràcia, deixei para me incorporar ao grupo alguns quilômetros depois já na Ronda de Dalt a caminho do primeiro porto do dia, a estrada ao "Cementiri de Collserola" de 4a, onde pude puxar o diminuto pelotão e marcar o ritmo junto ao capitão Fernando Spiluttini.


Depois do pequeno teste para aquecer os motores, o complicado caminho entre as zonas industriais que nos levam até a base da longa escalada que começa suave em Polyniá e que vai aumentando em grau de dificuldade em seus 30 km até Castellterçol.


Depois de seguir a B-143 até Sant Feliu de Codines, fazemos o desvio até o maravilhoso vale da Riera de Tenes onde está o Monastério de Sant Miquel del Fai (com certeza das melhores estradas e vistas da região). Aqui encontramos o "Cronista Oficial do CCGràcia", Josep Maria Plana e o Albert, ambos do grupo B que haviam saído 30 minutos antes de nós para fazerem a mesma rota que o Grupo A.



A estrada que costeia o Riu Rossinyol até o cruzamento com a C-1413b é maravilhosa tanto para subir, quanto para descer já que dificilmente apresenta tráfego de veículos.

Chegando ao topo, tivemos a incorporação de mais um experiente companheiro, o Lluch, que nos propôs um pequeno desvio da rota para podermos conhecer um belo lago em Sant Quirze Safaja e logo los reincorporar a B-143 rumo a Moiá e finalmente a pausa em Calders. Esta escalada final até Moiá foi um ponto alto já que pudemos dar um pouco de guerra a outro clube ciclista (Trujillo) que passava pela mesma rota.



Depois de matar um clássico sanduíche de "truita amb formatge" e uma cervejinha na metade do caminho, voltamos a estrada para a parte mais complicada da etapa. Vencer o ponto mais alto do dia na Serra de Estanelles com seus 859 m de altitude. Além de ser o ponto mais alto do dia, os 30 km que vão de Navarcles até o alto do Parque Natural de Sant Llorenç del Munt i l'Obac, passando por Talamanca, são especialmente duros, tendo nos últimos 2 km de ascensão o ponto mais duro com uma inclinação constante a cima dos 9%.





Depois de coroar, nos esperava a rápida descida com curvas suaves e pouco técnicas dos 30 km de volta a Polyniá e relaxar até a última escalada do dia, o usual "Furat de Vent" com suas vistas ao Velódromo Olímpico. A subida foi quase perfeita com Fernando marcando o ritmo (pedalar na roda dele é o mais próximo que se pode chegar ao "Motor Pacing" sem motor). O desfecho foi e a tranquila pedalada a casa pela Ronda de Dalt relembrando os melhores momentos do dia...

Um grande dia de ciclismo na companhia dos amigos Vicens (o fotógrafo oficial), Otto, Rad, Fernando, Lluch, Solanas (o homem GPS), Ochoa, Plana e Albert.

Tempo total 07:40:18
Temp. média 18°C
Vel. máxima 61.2km/h
Vel. média 27.3km/h
Cad. média 81 rpm
 Média puls.  165 bpm

Mais detalhes no Strava.

Primavera em Estocolmo

Quando o verão já dava sinais de vida em Barcelona, tivemos de ir a Estocolmo por um mês por trabalho e voltar ao ambiente hostil ao ciclismo de estrada que existe por lá.

O corpo sente o choque de estar sentindo o verão chegando na esquina e de repente voltar pra trás para um final de um longo inverno nórdico. O inverno foi tão longo este ano que a sensação realmente era de outono e não de primavera e isso se nota no sono e na alimentação.




 Na primeira semana que chegamos ainda pudemos ver os canais, campos e lagos totalmente congelados e só 2 semanas depois podemos dizer que o gelo já havia derretido por completo. Não que seja bom que o gelo tenha derretido, já que depois do gelo vem toda a lama e o mar de pedrinhas e pó que cobra as ruas. Mesmo depois de 3 semanas de limpeza, as ruas permanecem horríveis até para caminhar. O asfalto sofreu especialmente e tanto as ruas do centro, quanto as estradas rurais apresentam rachaduras e desgaste enorme por causa do duro inverno.


O álcool na Suécia é um capítulo à parte. O Estado controla a venda de bebidas alcoólicas e existe uma diferença entre cerveja (öl - até 3,5% e que pode ser vendida nos supermercados) e cerveja forte (starköl - a cima de 3,5%). As lojas do governo onde é possível comprar cervejas, vinhos e destilados de todo o mundo dão uma sensação de se estar indo comprar drogas em uma boca de fumo.

 Como tempo, caótico e hostil como possa ser, as pessoas continuam usando suas bicicletas como meio de transporte. Muitos com seus pneus de pregos para a neve, paralamas completos, luzes potentes e roupas adequadas. Como dizem os suécos, "não existe tempo ruim, mas sim roupa inadequada".
Como minha opção na hora de comprar uma bicicleta na Suécia foi uma Crescent de 10 marchas com espaço e olhais para paralamas completos, pude me sujar um pouco menos nesses dias de muita chuva e lama.

 Por sorte, conheci a um grande camarada francês chamado Nicolas Remires pelo Strava. O cara além de ser muito gente boa corre na Elite na Suécia e faz parte do clube mais forte da região de Estocolmo (formado em sua maioria por ex-profissionais e atletas da Elite). As saídas com o CK Valhall foram demolidoras e foi quando me dei conta do verdadeiro significado da palavra "Viking". O ritmo é extremamente forte e a organização do pelotão é impecável. Eles pedalam na chuva e na lama como se estivem pedalando em um seco dia de sol e o domínio do terreno é impecável.
Falando em terreno, diria que a única coisa pior que o tempo para pedalar na região, é o relevo. Assim como não existem planos, não existem serras e montanhas. Resumindo, as mudanças de ritmo que obriga o terreno são impiedosas e depois de 50 km de tobogãs subindo e descendo, a sensação nas pernas é de ter feito 150 km. Além do Nicolas, tive o prazer de conhecer o Jonas, que também me levou por boas rotas, e o Patrik que quase sempre esteve nas saídas.

 Além da constância nos treinos, as séries em forma de sprints ajudaram bastante a se acostumar ao terreno e ao ritmo dos vikings locais.

Os treinos foram interrompidos durante a semana que passei no Horse Show de Gotemburgo, já que meu tio, o super treinador de hipismo Ivan Camargo, estava por lá como técnico da equipe colombiana de hipismo acompanhando o cavaleiro Santiago Medina.
 



De volta a Estocolmo tivemos mais dias de chuvas torrenciais e frio e uma volta mais do que esperada a Barcelona...

terça-feira, 2 de abril de 2013

domingo, 24 de março de 2013

Final Volta a Catalunya 2013


Terminou hoje a Volta a Catalunya com as sofridas 8 voltas no circuito de Montjuic. O local para assistir a carnificina foi escolhido a dedo (exatamente na frente do Estádio Olímpico, onde pudemos ver todas as ascensões e baixadas do pelotão).






Apesar dos escapados terem conseguido manter em média 1 minuto sobre o pelotão, a coisa mudou de figura na última volta, quando a fuga foi caçada e então surgiu outra fuga de 4 corredores (liderados por Lopez e Scarponi) que cruzaram  a linha de meta 21 segundos a frente do pelotão do líder Daniel Martin, que por sua vez garantiu o primeiro lugar na geral.









No fim, Nairo Quintana não conseguiu aguentar o ataque final de Purito e ficou em 4º na geral.

Etapa 7 Resultados
BEL  1  DE GENDT, Thomas (VACANSOLEIL-DCM)                2:45:41
ESP  2  LOPEZ GARCIA, David (SKY PROCYCLING)              
CRO  3  KISERLOVSKI, Robert (RADIOSHACK LEOPARD)          
ITA  4  SCARPONI, Michele (LAMPRE-MERIDA)                 
FRA  5  DUMOULIN, Samuel (AG2R LA MONDIALE)                  + 21
FRA  6  SIMON, Julien (SOJASUN)                           
ITA  7  MORI, Manuele (LAMPRE-MERIDA)                     
AUS  8  MEYER, Travis (ORICA GREENEDGE)                   
ITA  9  BRAMBILLA, Gianluca (OMEGA PHARMA - QUICK-STEP)   
DEN  10 FUGLSANG, Jakob (ASTANA PRO TEAM)                 

Final Classificação Geral

IRL  1  MARTIN, Daniel (GARMIN SHARP)                     29:02:25
ESP  2  RODRIGUEZ OLIVER, Joaquin (KATUSHA)                 +   17
ITA  3  SCARPONI, Michele (LAMPRE-MERIDA)                   +   34
COL  4  QUINTANA ROJAS, Nairo Alexander (MOVISTAR TEAM)     +   45
GBR  5  WIGGINS, Bradley (SKY PROCYCLING)                   +   54
NED  6  GESINK, Robert (BLANCO PRO CYCLING)                 + 1:07
POL  7  NIEMIEC, Przemyslaw (LAMPRE-MERIDA)                 + 1:18
FRA  8  PINOT, Thibaut (FDJ)                                + 1:26
BEL  9  VAN DEN BROECK, Jurgen (LOTTO BELISOL)              + 1:28
USA  10 DANIELSON, Thomas (GARMIN SHARP)                    + 1:41



Últimos 4 km aqui.


Mapa da etapa e mais detalhes aqui.


segunda-feira, 18 de março de 2013

Volta a Catalunya - Etapa 1 - Calella-Calella




Depois da surpresa que tivemos na Milao-San Remo de ontem, começou hoje a 93a Volta a Catalunya com a etapa de 159 km em Calella.

O destaque de hoje foi a subida de 3a categoria de Collsacreu (nao uma, mas três vezes!) e a clássica para quem vive na regiao, "Alt de Montseny" de 1a categoria com seus 675m de altitude.

O percurso explora muito bem o que centenas de ciclistas exploram diariamente por estas bandas.

Sem dúvida, dentre os favoritos, além do "local" Purito Rodriguez (que é um habitué das estradas do Montseny), sao Albasini, Valverde, Scarponi e Wiggins.

Vento matador durante toda a etapa o que prejudicou bastante as tentativas de escapadas!

Assista a etapa completa aqui.

E veja os detalhes da etapa aqui.

Amanha a Etapa 2 segue pela Costa Brava em direçao a Banyoles no interior.


Resultado
BEL  1  MEERSMAN, Gianni (OMEGA PHARMA - QUICK-STEP)   3:55:56
ITA  2  AGNOLI, Valerio (ASTANA PRO TEAM)              
ESP  3  VALVERDE BELMONTE, Alejandro (MOVISTAR TEAM)   
IRL  4  MARTIN, Daniel (GARMIN SHARP)                  
SUI  5  WYSS, Danilo (BMC RACING)                      
GBR  6  WIGGINS, Bradley (SKY PROCYCLING)              
NED  7  GESINK, Robert (BLANCO PRO CYCLING)            
ITA  8  SCARPONI, Michele (LAMPRE-MERIDA)              
ESP  9  LOPEZ GARCIA, David (SKY PROCYCLING)           
ITA  10 CATALDO, Dario (SKY PROCYCLING)                

domingo, 3 de março de 2013

Início Temporada 2013 - CCGràcia

 
Nesse sábado começou oficialmente a temporada de ciclismo 2013 do CCGràcia.

Apesar de estarmos em março, o inverno ainda não dá sinais de terminar, e graças a nevasca do fim de semana passado pudemos admirar os picos nevados do Montseny quando passávamos pela estrada de La Roca del Valles.

A congregação na plaça Lesseps para a foto de início de temporada foi enorme e em seguida os grupos A, B, C e D foram juntos mais ou menos até o começo da subida de Vallensana, quando o Javi Camplloch, como de costume, fez o primeiro ataque do dia.

Como o instinto perseguidor não podia falhar, me juntei ao grupo de cabeça até quase o final da subida de cerca de 4 km, acabando cortado com Sergi, German entre o grupo de cabeça e o resto do pelotão.

Daí até a parada pro café fomos os três sozinhos, sem saber ao certo se estávamos na frente ou atrás do grupo principal.

Depois do café rápido e de descobrir que tanto no grupo de cabeça, quanto no pelotão que vinha atrás de nós houveram furos e alguns se perderam, voltamos a todo vapor, com alguns seguindo pela costa e outros repetindo a subida da Conreria e a volta pela estrada de La Roca.

Espero que os problemas não venham a se repetir tanto durante a temporada!

Ótimo dia de ciclismo!



Fotos do grande Viçens, fotógrafo oficial do clube.



Mais detalhes no Strava.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Fotos Oficiais L'Étape du Tour Act 2012









Finalmente fiz o pedido das fotos oficiais do L'Étape.

As imagens valem mais que mil palavras pra explicar esse dia incrível em bicicleta.

Ano que vem o plano é fazer o Act1 nos Alpes e provavelmente o rodafixa.blogspot começará a oferecer o serviço de acompanhamento e assessoria para os marinheiros de primeira viagem do Brasil que queiram participar desse evento obrigatório na vida de qualquer cicloturista!

Além do L'Étape du Tour, ano que vem com certeza estaremos em alguma clássica (Tour de Flanders e Milão-San Remo são fortes candidatas). Dependendo do tempo ($$$) quem sabe a Marmotte, Etapa da Vuelta e Etapa do Giro são também opções.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Velo Club CWB



Aviso aos navegantes:

Acaba de chegar um carregamento de peças para fixas na Velo Club Curitiba!

Pinhões, pedivelas, cubos flip-flop, correias duplas, guidões de pista e bullhorn, caixa de direção standard... enfim, tudo o que você precisa para tunar sua magrela e por aquele preço especial que só o rodafixa.blogspot.com pode garantir!

Maiores detalhes AQUI

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Reflexions sobre Armstrong



Publico aqui um texto escrito pelo amigo Jordi Mateos do CCGràcia, que explica exatamente minha opinião sobre o circo armado pela USADA e pela UCI sobre o caso do texano.

Além do texto em catalão, aproveito para deixar o link onde Indurain defende o lance, digo, o Lance: AQUI

S'accepten crítiques constructives i, també si voleu, destructives. Es tracta únicament d'això, reflexions:


M'imagino l'Armstrong de després de la seva lluita contra el càncer. La batalla que va guanyar el devia fer fort. Al tornar al ciclisme professional segurament pensaria, explicat de manera planera: "Jo vull estar davant. He pogut superar el càncer i sé que puc aconseguir el que em proposi". 

Doncs be, per jugar el joc s'han de conèixer les regles. Les escrites i les no escrites. Com es jugava en el ciclisme? Doncs com el Rominger anys abans li va dir al llavors il·lusionat Millar: "Fill, si vols estar davant 'there is only one way'". Així tenim que en Lance devia estudiar be totes les variables de l'escenari, va fer fitxatges que li haurien pogut presentar batalla en cas de córrer en altres equips (Basso, Kloden, Heras...), va crear, com diu l'USADA, la millor trama de dopatge habida mai etc etc, i tot això sense oblidar els duríssims entrenaments que s'auto-exigia, on ni els seus propis companys s'atrevien acompanyar-ho segons es rumorejava llavors. En definitiva, va apostar fort, seguint les regles necessàries en aquell moment per assolir la seva fita. 

O potser li va passar pel cap no fer res de tot això i inicar una batalla contra el "sistema", contra la UCI, contra els companys que es dopaven... Què hagués passat? No oblidem que llavors ell era un "pelele". L'haurien/hauríem ignorat i fins i tot despreciat per tal que fracassés? Què li va passar a l'espanyol Jesús Manzano al 2003 quan va destapar tot el dopatge que hi havia al seu voltant? Senzillament se'l va apartar, criticar, increpar; fins i tot va arribar a rebre amenaces de mort. Tres anys després la "Operación Puerto" li donava la raó. Ara de fa de jardiner.

O potser, com va fer en Riis, va pensar destapar-ho tot quan ja havia passat. Però potser llavors hi havia massa en joc, com els milions i milions de dòlars que la Fundació Livestrong estava recaptant per la lluita contra el càncer. Iep! Això ara no interessa pregonar-ho gaire, no sigui que oblidem que en Lance es pràcticament un criminal, un estafador a gran escala que haurà de tornar una milionada en premis que va "robar" i que ja veurem ara d'on els treu, doncs és això el que ven.

Potser son aquestes les opcions que ha tingut des d'abans que comencés a triomfar, no ho sabem, però sí tenim clar el que va fer. Va posar cos i ànima per una causa i es va sortir amb la seva durant set anys. Jo puc opinar que és molt lleig córrer dopat, perquè ho és. Puc opinar que sense dopatge nosaltres des de la tele percebríem el mateix espectacle si pugen el port a 20 ó a 22 km/h, etc. Però els que volien guanyar el Tour només tenien una opció, i en Lance la va triar i ho va fer millor que la resta. Va jugar millor les seves cartes i va guanyar. Tot era teatre, però com era el que volíem, no es destapava. Ara estem tots indignats. Déu meu!

Armstrong va fer trampes perquè per guanyar als altres tramposos no tenia altra opció. No ho defenso, només miro d'entendre'l. Va ser la seva elecció i ara li toca pagar les conseqüències. El que va fer li ha permés iniciar una lloable creuada per la investigació del càncer que pot ajudar a milers de persones. La fundació Livestrong ha captat diuen més de 400.000.000$ (ho escric així, que quedi clar que son molts diners). De moment sembla que això només interessa als que ho pateixen, ja que com a molt en trobem una ratlla o mitja dins de tota la plana dedicada a l'afer Armstrong en els diaris. Mirem les coses com el que son. Armstrong no és un criminal, dubto que sigui un delinqüent i si, és un trampós. Ens ha enganyat a la majoria, no més si no igual que la resta d'actors d'aquesta obra anomenada "Tour de France". Una obra on s'intenta convéncer als espectadors, a diferència del teatre convencional, que el que veiem és real, perquè això dona molts diners i a tothom ja li està be. 

Espero que casos com el del set vegades guanyador del Tour, les confessions d'en David Millar, els càstigs a Contador, Valverde i tants d'altres serveixin perquè algun dia s'acabin les trampes i acabem veient per fi ciclisme de veritat, si és que és possible. Però si us plau, no lapidem una persona que està fent més que ningú pel Càncer i que no va enganyar més que la resta d'actors, simplement ho va fer millor. Que pagui el que ha de pagar, però reconeixem-li el mèrit per la seva fundació. Jo dels meus amics sempre dic "evidentment que hi tenen coses que no m'agraden, però les que m'agraden o compensen sobradament". Així veig jo a les persones, balances de coses positives i negatives. Si les negatives em pesen mes, intento allunyar-me'n.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Na Suécia, faça como os suecos!



Depois de quase um mês de férias da estrada e do velódromo, o outono bate na porta e nada melhor que as planicies nórdicas para começar a se acostumar ao longo inverno que se aproxima.

Ultimamente cheguei à conclusão que viajar com a bicicleta, além de ser um saco, está cada vez mais caro e realmente não vale a pena. Mais fácil chegar ao destino, descobrir qual é o "Alô Negócios" local e descolar uma magrela no lugar.

No segundo dia de Estocolmo já havia conhecido a fina flor dos trambiqueiros locais de bicicletas e já descolei uma magrela Crescent "honesta" da metade dos anos 80 com tubos Tange e grupo full Campagnolo Triomphe. Nada mal...

Marcados meia-dúzia de encontros para ver bicis de segunda mão, emprestei uma Monark Crescent do pós-guerra de um amigo e fui pra luta. Apesar da pinta de tanque de guerra das bicicletas de cidade antigas (pneu balão, freio de pé, 3 marchas internas, etc.), não podemos esquecer que elas levam mais de 60 anos na rua debaixo de sol, chuva, neve, gelo... Apesar de pesarem uma tonelada e de serem feitas com o mais nobre do ferro germânico, os anos acabam pesando. 1 km de casa no final de uma subidinha, o eixo do pedal direito explodiu, o pedal quebrou, e o bonitão aqui beijou o asfalto. Saldo: dois dedos da mão direita mais ou menos destruidos e dor muscular em toda a parte direita do corpo.



Tive que ir andando ver as magrelas e o primeiro cara que conheço é o grande Simon (grande mesmo, a "criança" tem uns 2 metros de altura de pura simpatia e cordialidade). Além de colecionar bicicletas clássicas de estrada, ele também vende as coisas que não interessam muito e depois de ver o que ele tinha disponível e não achar nada interessante para as minhas necessidades, expliquei pra ele que iria ver um outro vendedor num suburbio no sul de Estocolmo. Não consegui conter minha surpresa quando o Simon disse, "meu, é meio longe até lá pra ir a pé ou de ônibus! Melhor você pegar uma das minhas bicicletas, se não você não vai chegar a tempo!". Antes de eu sequer digerir a cordialidade e cavalheirismo do cara, ele já havia jogado uma Vicini com grupo Miche na minha mão, já me havia dado o código da portaria do prédio e me mostrado onde eu deveria deixar a bici depois de usar! Ele estava de saída e não estaria em casa na hora que eu voltasse pra devolver a bici, então, "basta deixar no patio e tá limpo!".

Eu já sabia que o lance aqui na Suécia era "outro nível", mas estando acostumado com Barcelona (onde nem quando você vai comprar uma bici em cash os caras confiam em você), o nível de educação e cordialidade aqui me deixou de queixo caído.

Munido de transporte próprio, fui até o Tomas, outro cara muito gente boa que além de me mostrar toda sua coleção de bicis (algumas guardadas dentro de um cofre subterrâneo!!), resolvemos nosso problemas com uma Crescent feminina de cidade para a Rosa e uma Crescent de estrada pra mim. O preço foi uma barbada e realmente fiquei com vontade de comprar mais coisas, mas as vezes temos que manter o foco.

Não precisa falar que o Tomas (já eram 10 da noite) se ofereceu para me trazer de volta a Estocolmo de carro, pois já estava tarde! Claro que não aceitei, pois foi um prazer pedalar pelas ciclovias e cruzar as inúmeras pontes da cidade pra voltar pra casa. No dia seguinte o novo amigo Tomas veio entregar as magrelas e hoje pude fazer o primeiro treino depois de quase 1 mês sem tocar na bicicleta!

Para os que gostam das Monark e aqueles infames pedivela monobloco, vale a pena lembrar que elas são daqui e o que mais se vê pelas ruas são as malditas em uma grande variedade de modelos, desde cidade, até estradeiras. A marca se juntou à Crescent e hoje em dia é parte do conglomerado Cycleurope.

A primeira pedalada por aqui foi divertida apesar da média de 10 ºC, mas o sol ajudou bastante. Quem castigou foi o vento. Dada a falta de aclives, sai achando que seria fácil pedalar por aqui. Doce ilusão, já que aqui temos um vento forte e constante (sempre contra, é claro) e os morrinhos apesar de curtos e com pouca inclinação, pouco a pouco vão destruindo as pernas. Mais ou menos como pedalar em Limburgo...










A primeira impressão da Suécia foi extremamente positiva! Temos muito que aprender com esses caras!